temporada 3

Fritas acompanha?

Fritas acompanha?

O McDonald’s agora quer ser chamado de Méqui e dizer que todo mundo tem uma mequizice. Mas a gente não se engana com essa tentativa de se mostrar coisa nossa. Esse episódio investiga o poder colonial por meio do estômago, partindo da violência da colonização portuguesa, dos ataques a culturas alimentares e chegando aos aplicativos de comida. Muito mais sutil que a pólvora, a rede de fast-food vem no combo da Guerra Fria, operando como uma espécie de embaixada dos valores que os Estados Unidos buscaram levar a cada rincão do planeta.

Corpos em disputa

Corpos em disputa

Este episódio registra o encontro entre dois espaços marcados por dominação e disputas de poder: o corpo e a alimentação. Usando como base o conceito de “nutricionismo”, criado pelo australiano Gyorgy Scrinis, falamos sobre culto ao corpo e distúrbios alimentares, sobre desnutrição e ajuda humanitária e sobre como o Brasil venceu o cabo de guerra contra a fome sem se render a uma visão reducionista da alimentação.

Casa grande, quartinho de empregada

Casa grande, quartinho de empregada

Arquitetura, alimentação e poder estão em constante diálogo. Esse episódio analisa como a arquitetura acompanhou a transformação da sociedade brasileira ao longo dos últimos dois séculos. Ou melhor, como a casa brasileira se transformou para manter um traço vergonhoso da nossa sociedade. Da senzala ao quartinho de empregada, chegando ao iFood, um percurso histórico e sociológico sobre cozinha, gênero e racismo.

O deserto do caipira

O deserto do caipira

O diálogo entre cultura caipira e monocultura é um bocado tenso. Uma é marcada pelas relações locais e de compadrio. A outra, pela exportação aos quatro cantos do mundo, sempre de olho no maior lucro possível. O avanço dos eucaliptais pelo Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, fornece um exemplo de como o agronegócio pode destroçar aspectos sociais, ambientais e culturais formados ao longo de séculos. Hoje, uma área do tamanho de Pernambuco está coberta por florestas plantadas no Brasil. Seguindo o exemplo do boi e da soja, o eucalipto empreendeu a grande marcha ao oeste.

Comida de santo, comida da gente

Comida de santo, comida da gente

Neste episódio do Prato Cheio, falamos sobre essa centralidade que a comida ocupa nas religiões afro-brasileiras, sobre como os alimentos sacralizados saíram dos terreiros e ganharam as ruas brasileiras e sobre o preconceito que atinge os símbolos dessas religiões — inclusive a comida.

O prato do preso

O prato do preso

Comida estragada, insossa e insuficiente. As reclamações sobre as refeições oferecidas aos mais de 750 mil brasileiros presos é comum para quem convive com eles. Sejam familiares, membros da Defensoria Pública ou de órgãos independentes que fiscalizam as unidades prisionais. Neste episódio do Prato Cheio, falamos com todos esses grupos para entender que impacto a comida servida nas cadeias tem para a saúde dos presos, para as famílias e também para quem está do lado de cá dos muros, completamente alheio a esse universo.

A moça da lata

A moça da lata

A Nestlé reescreveu os doces brasileiros. Quando o Leite Moça já não podia ser oferecido aos bebês, a corporação suíça se adaptou rapidamente. Beijinho, pudim de leite, papo de anjo: todas as receitas tradicionais foram adaptadas para fazer do Brasil um alvo preferencial dos produtos da empresa, que soube se posicionar como amiga e educadora de toda uma geração de donas de casa. Esse episódio entrevista a pessoa responsável por essa operação e traz um final surpreendente.