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Calibã, o agro e as bruxas

Calibã, o agro e as bruxas

O que o Brasil de 2022 tem a ver com a Europa da Idade Média? Para além do óbvio, este episódio analisa como a perseguição às bruxas nos primeiros tempos de capitalismo foi atualizada para um novo processo de concentração de riquezas. A partir do livro “Calibã e a bruxa”, de Silvia Federici, analisamos como o agronegócio brasileiro tem no controle do corpo um instrumento fundamental para se legitimar. Esse processo fabrica inimigos por todos os lados para avançar sobre florestas, terras e águas brasileiras.

A guerra cultural do agronegócio

A guerra cultural do agronegócio

Abandonados pela Funai, povos indígenas são rodeados e assediados pelo agronegócio, que avança sobre milhares de hectares antes protegidos. A guerra cultural do agronegócio vende a ideia de um lucro fácil e rápido. Sem isso, um modelo que esgota a água, o solo e a vida não conseguiria parar em pé. Cidades inteiras são tomadas pela febre da soja, enquanto um país inteiro é bombardeado com meias verdades e mentiras inteiras, como a ideia de que o Brasil alimenta o mundo.

Ideias para acelerar o fim do mundo

Ideias para acelerar o fim do mundo

Assentamentos inundados pela soja. Grilados. Ou expulsos após vinte anos produzindo alimentos. Nas capitais do agronegócio, a produção de grãos aproveita o libera-geral do bolsonarismo para avançar sem entraves, e com muita violência. Nossa equipe viaja pelo estado para mostrar por que o Brasil está no rumo de uma tragédia sem precedentes, e comprova que o país se tornou o território-chave para um ciclo de acumulação de riqueza.

Venha investir na sua própria fome

Venha investir na sua própria fome

Novos investimentos abriram o mundo do agronegócio para pessoas comuns. A partir de R$ 100, você pode entrar em fundos de investimento que compram terras, grãos e ferrovias, ou comprar títulos do agro. O segundo episódio da série “Muito além da porteira” investiga como bilhões de reais estão sendo movimentados por pessoas físicas. A ideia de que “o Brasil alimenta o mundo” serve para atrair dinheiro e evitar qualquer explicação sobre o agravamento do cenário de fome, inflação e concentração de terras.

Quando a Faria Lima encontra a boiada

Quando a Faria Lima encontra a boiada

Uma investigação exclusiva analisa as relações entre agronegócio e mercado financeiro. Bilhões de reais em novos investimentos aumentam a marcha do avanço sobre a água, as florestas, a produção de alimentos e as terras indígenas.

A gangorra da alimentação escolar | Série alimentação escolar #2

A gangorra da alimentação escolar | Série alimentação escolar #2

O maior programa de combate à fome do país, que fornece alimentação escolar para milhões de pessoas, está ameaçado pela sanha bolsonarista. Essa não é a primeira vez que o programa está em risco e, provavelmente, também não será a última. Afinal, ele tem um orçamento bilionário e sempre chamou a atenção de grandes empresários. Essa é uma história quase centenária, que começa nos mangues de Recife e passa pela Casa Branca, nos Estados Unidos, pelo Palácio do Planalto, pelas terras indígenas e quilombolas.

O vazio no prato das escolas | Série alimentação escolar #1

O vazio no prato das escolas | Série alimentação escolar #1

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma das políticas públicas mais antigas do Brasil. Atende mais de 40 milhões de pessoas. Mas durante a pandemia ele sofreu um baque. De um lado, muita gente ficou sem merenda. Do outro, agricultores familiares viram suas vendas para o programa despencarem. O cenário é de caos: diretrizes do programa ignoradas, direitos violados e o prato vazio na mesa dos estudantes e agricultores que dependem do programa.

O que o Milton Santos diria do iFood?

O que o Milton Santos diria do iFood?

Vinte anos sem Milton Santos. Para mostrar a atualidade absurda do professor de Geografia da USP, um dos maiores pensadores do Brasil em todos os tempos, nada melhor do que confrontar as teorias dele com aquilo que se apresenta como mais moderno. O que ele diria do iFood e de todas as empresas-símbolo da uberização? O Prato Cheio te convida a um diálogo inédito (e nunca ocorrido) entre Milton Santos e o diretor financeiro da empresa que simboliza um modelo precário não apenas de trabalho, mas de vida.