A comida ocupa um papel central nas religiões afro-brasileiras. No Candomblé, são os alimentos do Padê de Exu, ofertado no início de cada celebração, que abrem a comunicação entre nosso mundo e o mundo das divindades. É pela comida que os adeptos dessas religiões se conectam com os orixás. No passado, foi a comida a responsável pela liberdade física e financeira de muitas matriarcas de terreiro. Neste episódio do Prato Cheio, falamos sobre essa centralidade que a comida ocupa nas religiões afro-brasileiras, sobre como os alimentos sacralizados saíram dos terreiros e ganharam as ruas brasileiras e sobre o preconceito que atinge os símbolos dessas religiões — inclusive a comida. 

Entrevistados:

  • Rita Santos, presidente da Abam (Associação Nacional das Baianas de Acarajé);
  • Doné Eleonora, mãe de santo e cozinheira;
  • Helia Januária Bispo, baiana de acarajé;
  • Rafael Camaratta, antropólogo;
  • Luiz Antônio Simas, historiador e escritor.

Fontes de informação citadas no episódio

Para saber mais:

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Roteiro Amanda Flora & Victor Matioli | Narração Amanda Flora & Denise Mota | Edição de Som Victor Oliveira | Produção Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto & Clara Borges | Mídias Sociais Amanda Flora | Imagens da capa bahia97 (CC) & Julio Cezar Winkler (CC).

Trilha sonora Blue Dot Sessions.